CURSO DE DIFUSÃO Turismo e patrimônio cultural de “quebradas” e resistências na cidade de São Paulo

A relação entre turismo, coletivos culturais e movimentos sociais tem chamado a atenção nos últimos anos, conquanto estudos sobre as conexões destes temas ainda sejam incipientes. Ações coletivas com pautas de moradia, educação, saúde, creche, cultura, lazer, contra a carestia já possuem extensa bibliografia. Este curso pretende discutir especificamente sobre coletivos que têm trabalhado em prol da memória, patrimônio cultural e referências culturais de seus territórios. Estes são os fios que nos levam a tentar entender por que e como muitos coletivos culturais têm acionado o turismo, para além de um instrumento de desenvolvimento local, como também por uma miríade de possibilidades em suas práticas, possibilitando reflexões teóricas e práticas tanto da área do turismo como também do patrimônio cultural. Veremos especialmente a experiência da Agencia de Turismo Queixadas no bairro de Perus e as atividades desenvolvidas pelo Grupo Ururay no bairro da Penha e na Zona Leste de São Paulo e as experiências nos territórios.

ministrante

Paulo Tácio Aires Ferreira: graduado em Turismo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (2006) com especialização em Formação de Professores pela mesma instituição (2012). Mestre pelo programa Mudança Social e Participação Política na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. É Agente Cultural na Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santo André/SP, onde participou do Plano Diretor de Turismo do município e ações culturais relacionadas ao patrimônio cultural na Vila de Paranapiacaba. Atualmente trabalha na Gerência de Documentação e Preservação Cultural do Museu de Santo André, onde tem desenvolvido trabalhos com o educativo do museu. Experiência com questões e conflitos de patrimônio ambiental e cultural, protagonismo comunitário e gestão pública, ações e eventos culturais. Doutorando em Turismo pelo Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade de São Paulo. Nasceu e cresceu nas periferias da Zona Leste de São Paulo e é militante de movimentos culturais.

datas e horários
Quartas-feiras à tarde, entre 5 e 26 de julho de 2023, com duas aulas externas aos sábados, pela manhã

carga horária
20h

programa

5/7 aula 1, 14h18h Turismo, patrimônio cultural e coletivos culturais da cidade de São Paulo: aproximações do tema
12/7 aula 2, 14h-16h A experiência da Agência Queixadas, Perus/São Paulo
15/7 saída, 9h-13h Visita técnica ao bairro de Perus
19/7 aula 3, 14h- 16h A experiência do Grupo Ururay, Penha/ São Paulo
22/7 saída, 9h-13h Visita técnica ao bairro da Penha
26/7 aula 4, 14h-18h Discussão final, partilhas e fechamento com os coletivos

público-alvo
Estudantes de graduação e pós-graduação, trabalhadores do serviço público (planejamento de turismo, cultura e urbanismo), bem como interessados em ações com bens culturais de uma forma geral.

local
Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353, São Paulo, SP

atividade presencial gratuita

inscrições e seleção

Sâo oferecidas 40 vagas. Inscrições gratuitas no site  USP Digital Sistema Apolo, de 12 a 26 de junho de 2023. O preenchimento do formulário a ser enviado após a inscrição é obrigatório. A seleção dos candidatos será feita por ordem de inscrição, dando prioridade para pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e gênero (mulheres e trans). Os selecionados serão comunicados exclusivamente via e-mail oportunamente e deverão confirmar sua participação.

Programação junho 2023

4/6 domingo, 11h às 12h

DOMINGO NA YAYÁ

Movimento e saúde mental: Hatha yoga

Aula aberta de práticas corporais, respiratórias e meditativas com base no Hatha Yoga para o bem-estar físico e mental. Para iniciantes e praticantes de todas as idades. Instrutora: Bruna Gabriela Elias.

11/6 – domingo, 11h às 13h

DOMINGO NA YAYÁ

Oficina de zine: cartas pessoais: recriações criativas

Zines são pequenas revistas produzidas e publicadas de forma independente. Nesta oficina os participantes irão produzir um zine coletivo com colagens e escrita criativa. Com Sabina Anzuategui, autora de Escrevi pra você hoje, destinado ao público jovem.

14/6 quarta-feira, 19h às 21h30

CONVERSA COM A AUTORA: AMELINHA TELES

Lançamento do livro Feminismos: Ações e Histórias de Mulheres (Alameda, 2023). Maria Amélia de Almeida Teles é militante política feminista, fundadora e presidenta honorária da União de Mulheres de São Paulo, co-coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares e integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

17/6 sábado, 10h às 12h 

OFICINA ESCRITA CRIATIVA: Escrever as origens

As mulheres de Tijucopapo (Marilene Felinto, Ubu, 2021), é o tema deste encontro no qual a escritora e mediadora Sabina Anzuategui propõe uma conversa sobre a obra e um exercício de escrita livre. Inscrições: casarocha259@gmail.com

18/6 domingo, 11h às 12h 

DOMINGO NA YAYÁ

Música de câmara: Quinteto Aquerela

Quinteto de sopro formado por músicos do Laboratório de Música de Câmara da Escola de Comunicação e Artes da USP. Com Brenda Carvalho – flauta, Guimel Alves – oboé, Rafael Esparrel – clarinete, Natália Kaiti – fagote, Winicius Wagnes – trompa. Coordenação: Alexandre Fontainha. Parceria CPC-USP/Lamuc-ECA.


25/6  domingo, 10h às 13h

DOMINGO NA YAYÁ
Arraial na Yayá

No mês das festas juninas, as crianças vão participar de brincadeiras típicas dessa tradição que acontece no Brasil todo.   

21 e 28/6 quartas-feiras, 19h às 21h30

SEMINÁRIO

Política urbana, normativas, incentivos: e a cidade, como fica?

Mesa 1: Cidade, ambiente e modos de vida. Local: Casa de Dona Yayá

Mesa 2: O público e o privado nas concessões do espaço urbano. Local: IAB-SP

28/6 quartas-feiras, 14h às 17h30

Roteiros do Patrimônio da USP

Os monitores do CPC-USP realizam dois roteiros de visitação por locais representativos do patrimônio cultural da Universidade: Roteiro 1: campus Butantã; Roteiro 2: centro de São Paulo. Inscrições: https://forms.gle/W17AuV73tqaVMxpXA

Patrimoniar #05. Welita Caetano: Movimentos de moradia e o bairro do Bexiga

Patrimoniar #05. Welita Caetano: Movimentos de moradia e o bairro do Bexiga

As áreas centrais de São Paulo são marcadas pela presença de uma série de edifícios que, por permanecerem ociosos por longos períodos, descumprem a função social da propriedade privada prevista pela Constituição Federal. Ao mesmo tempo, por outro lado, o avanço do mercado imobiliário nessas áreas têm levado à demolição de antigos edifícios e à expulsão de populações de baixa renda, o que resulta em alterações significativas ao patrimônio cultural espalhado pela cidade. Os movimentos de moradia que atuam nas áreas centrais têm promovido papel fundamental tanto na defesa da função social da propriedade, ocupando imóveis vazios, quanto na resistência aos processos de expulsão de populações vulneráveis.

Neste programa conversamos com Welita Caetano, cientista do trabalho e liderança da Frente de Luta por Moradia (FLM). Ao longo da conversa abordamos as práticas e manifestações culturais e políticas dos movimentos de moradia, sua memória e os impactos de projetos recentes na memória e na identidade do bairro do Bexiga.

OUÇA AQUI!

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Roteiros do Patrimônio da USP

O projeto Roteiros do Patrimônio é um convite ao reconhecimento das memórias e histórias da Universidade por meio do seu diverso patrimônio cultural com o qual a comunidade acadêmica estabelece processos de construção de conhecimento, pertencimento e valor. São sugestões de percursos que foram traçados tendo como referência edifícios significativos dos campi da USP pelo seu valor histórico, arquitetônico ou afetivo. Os roteiros são destinados tanto à comunidade universitária quanto à comunidade externa. Fundada na década de 1930, a USP é uma das instituições de ensino e pesquisa mais importantes do Brasil e da América Latina, e faz parte da história de São Paulo.

Os Roteiros do Patrimônio da USP dão continuidade à série Guias CPC, que busca identificar e divulgar o rico patrimônio cultural da Universidade e suas referências culturais. Nesta primeira etapa do projeto foram elaborados três roteiros de visitação que apresentam a Cidade Universitária “Armando Salles de Oliveira”, as unidades espalhadas na região central da capital e o campus São Carlos, no interior do estado, em colaboração como Instituto de Arquitetura de Urbanismo. Para cada roteiro foi produzido um guia com o mapa do local, o trajeto sugerido, os pontos de parada e a apresentação dos pontos de parada.  Os guias serão complementados, ainda, por áudios disponíveis para acesso por meio de QRCode que trazem informações sobre os locais e reproduzem os sons dos ambientes da USP, ampliando a experiência sensorial dos roteiros. Os interessados poderão se inscrever gratuitamente para fazer os roteiros com o acompanhamento dos monitores do CPC-USP nos horários determinados.

Roteiros do Patrimônio da USP Campus Butantã

Dentro da vasta pluralidade da Cidade Universitária, propõe-se um percurso pela Cidade Universitária “Armando Salles de Oliveira” que, partindo do Centro de Práticas Esportivas, o CEPE, busca explorar alguns exemplos do patrimônio edificado e também natural, histórico e acadêmico do campus. Valorizando os usos e as vivências cotidianas, os lugares e edifícios, bem como as memórias, o trajeto propõe a apresentação e o convite à reflexão sobre os múltiplos significados do patrimônio cultural da Universidade de São Paulo.

Roteiros do Patrimônio da USP Centro da cidade de São Paulo

A Universidade de São Paulo guarda estreita relação com a região central da Capital. As instituições de ensino superior que deram origem à USP em 1934, à exceção da Escola Superior de Agricultura em Piracicaba, ficavam nessa região, como a Faculdade de Direito, a Faculdade de Medicina, a Escola Politécnica, a Faculdade de Farmácia e Odontologia, a Escola de Medicina Veterinária, o Instituto de Educação e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL). Entre os anos 1940, com o início do processo de construção do campus universitário no bairro do Butantã, até a década de 1970, algumas unidades foram tranferidas para o Campus. Permaneceram no Centro o chamado Quadrilátero da Saúde, a Faculdade de Direito, uma unidade da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design e órgãos de extensão e cultura.

Roteiros do Patrimônio da USP Campus São Carlos

Partindo do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), no centro da cidade de São Carlos, e com destino final a portaria principal do campus, na Avenida Trabalhador São Carlense, a caminhada pretende alcançar a compreensão do patrimônio universitário para além do campus e alcançando a própria cidade. O percurso sugerido é totalmente caminhável, com uma subida do CDCC até o campus e descida até a portaria principal. Um caminho alternativo, mais longo, passa pela avenida mais importante da cidade, a Avenida São Carlos, onde estão outros pontos de interesse, como a Catedral de São Carlos, o Jardim Público, a Praça Coronel Salles (Praça dos Pombos) e a Escola Álvaro Guião.

Datas para agendamento

28/06/2023 (quarta-feira), às 14h no CAMPUS USP BUTANTÃ

28/06/2023 (quarta-feira), às 14h pelos BENS DA USP NO CENTRO DE SÃO PAULO

12/07/2023 (quarta-feira), às 14h no CAMPUS USP SÃO CARLOS

26/07/2023 (quarta-feira), às 14h no CAMPUS USP BUTANTÃ

26/07/2023 (quarta-feira), às 14h pelos BENS DA USP NO CENTRO DE SÃO PAULO

16/08/2023 (quarta-feira), às 14h no CAMPUS USP SÃO CARLOS

30/08/2023 (quarta-feira), às 14h no CAMPUS USP BUTANTÃ

30/08/2023 (quarta-feira), às 14h pelos BENS DA USP NO CENTRO DE SÃO PAULO

Inscrições: https://forms.gle/W17AuV73tqaVMxpXA

Seminário interno Acervos na USP: desafios na gestão e na preservação

O evento “Acervos na USP: desafios na gestão e na preservação” tem por objetivo
reconhecer a diversidade e complexidade dos acervos da universidade e promover reflexões acerca da sua salvaguarda e difusão, propiciando a reunião de gestores e profissionais ligados ao tema. O evento tem como objetivo promover a construção de conhecimento sobre os acervos da USP, proporcionar amplo debate sobre os principais desafios de preservação e gestão, bem como ressaltar a sua importância para a Universidade. Pretende ser uma oportunidade de trabalho colaborativo e participativo, reunindo as redes de trabalho em prol do benefício de todos os acervos da Universidade.

A proposta partiu do “Grupo de Trabalho Acervos da USP e Conservação”, criado em janeiro de 2022 por iniciativa do Centro de Preservação Cultural/Casa de Dona Yayá, da Biblioteca Brasiliana Mindlin, da Rede de Conservação Preventiva da USP e da Rede USP de Profissionais de Museus e Acervos com o propósito de promover encontros ao longo do ano de 2023 para fomentar iniciativas para a preservação e conservação de acervos da USP.

O evento ocorrerá em dois dias. No dia 18 estarão reunidos os grupos de trabalho temáticos com os profissionais que atuam com preservação de acervos da USP, previamente inscritos. No dia 19, com participação aberta, serão apresentadas mesas-redondas com pesquisadores e especialistas da Universidade para uma reflexão acerca da importância dos acervos universitários e caminhos para sua preservação.

PROGRAMA

Dia 18/4/2023
9h Abertura: Profa. Dra. Marli Quadros Leite, Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária e Prof. Dr. Hussam El Dine Zaher, Pró-Reitor Adjunto de Cultura e Extensão Universitária
9h30 Café
10h – 12h30 Grupos de trabalho: acervos bibliográficos, coleções científicas, acervos
museológicos, acervos de laboratórios de pesquisa, acervos arquivísticos e outros.
12h30 – 14h Intervalo
14h – 15h30 Apresentação dos debates dos grupos de trabalho
15h30 – 16h30 Discussão final e encaminhamentos
16h30 Café de encerramento

Dia 19/4/2023
9h Abertura: Grupo de Trabalho Acervos da USP: ações e desafios
Flávia Brito (CPC-USP), Alexandre Saes (BBM), Juliana Saft (Rede de Conservação Preventiva da USP) e Carla Gibertoni Carneiro (Rede USP de Profissionais de Museus e Acervos / MAE) 10h – 10h15 Intervalo para café 10h30 – 12h30 Mesa-redonda: Museus, acervos e bibliotecas na perspectiva de futuro
Prof. Dr. Paulo César Garcez Marins (Museu Paulista), Profa. Dra. Ana Maria Camargo (FFLCH ) e Maurício Candido da Silva (Museu de Anatomia Veterinária)
12h30 – 14h Intervalo para almoço
14h – 16h Mesa-redonda: Redes, coleções e desafios de preservação
Prof. Dr. André Motta (Museu Histórico da Faculdade de Medicina), Prof. Dr. Eduardo Góes Neves (Museu de Arqueologia e Etnologia), Profa Dra Rosebelly Nunes Marques (ESALQ)
16h – 17h Mesa de encerramento: Desafios e perspectivas de trabalho
Flávia Brito (CPC), Alexandre Saes (BBM), Juliana Saft (Rede de Conservação Preventiva da USP), Carla Gibertoni Carneiro Rede USP de Profissionais de Museus e Acervos / MAE USP), Prof. Dr. Carlos Gilberto Carlotti Junior, Exmo. Reitor da USP, Profa. Dra. Maria Arminda Nascimento Arruda, Exma. Sra. Vice-Reitora da USP, Profa. Dra. Marli Quadros Leite, Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária, Prof. Dr. Hussam El Dine Zaher, Pró-Reitor Adjunto de Cultura e Extensão Universitária 17h Café de encerramento

SEMINÁRIO INTERNO ACERVOS NA USP: desafios na gestão e na preservação

Dias 18 e 19 de abril de 2023, das 9h às 17h Local: Auditório Istvan Jancsó – Espaço Brasiliana. Rua da Biblioteca, 21 – Cidade Universitária – São Paulo

Contato: cpcpublic@usp.br

Comissão organizadora: Ina Hergert, Flávia Urzua, Cibele Monteiro da Silva, Juliana Saft, Maurício Candido da Silva, Ana Vasques, Viviane Jono, Carla Gibertoni Carneiro, Lisely Salles de Carvalho Pinto , Flávia Brito do Nascimento, Alexandre Machione Saes, Miriam Della Posta de Azevedo

Realização: Grupo de Trabalho Acervos da USP, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão,
Centro de Preservação Cultural/Casa de Dona Yayá, Biblioteca Brasiliana Mindlin, Rede
USP de Profissionais de Museus e Acervos e Rede de Conservação Preventiva da USP.

IMAGENS DO PATRIMÔNIO CONCURSO DE FOTOGRAFIAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL DA USP

O Centro de Preservação Cultural da USP anuncia o lançamento do primeiro “Imagens em Patrimônio”, Concurso de Fotografias do Patrimônio Cultural da USP. Trata-se de um projeto de cultura e extensão do CPC oferecido ao público geral que vai selecionar os melhores registros fotográficos do patrimônio universitário da USP. Poderá participar qualquer pessoa com mais de 18 anos, com ou sem vínculo com a Universidade.

Inscrições gratuitas 1 de abril a 1 de junho mediante formulário eletrônico:  https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScMvS7RRK-tYrBhhRwPgSQKxacQ9Zi_6baUp_jrzKAJFLYulA/viewform

EDITAL

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL DA USP

A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, por meio do Centro de Preservação Cultural/Casa de Dona Yayá, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, situado à Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo/SP, torna público que se encontra aberto CONCURSO visando à seleção de fotografias sobre o patrimônio cultural da Universidade de São Paulo.

1      Sobre o concurso: tema e conteúdo

O Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária que, dentre as suas atribuições, visa à promoção do patrimônio cultural da Universidade. Este edital trata do I Concurso de Fotografias do Patrimônio Cultural da Universidade de São Paulo, com vistas a fomentar a salvaguarda, o conhecimento, o pertencimento, a divulgação e a reflexão crítica sobre o patrimônio cultural universitário, entendido na sua diversidade e amplitude de acordo com as definições da Carta Patrimonial da USP, elaborada por este órgão: “os bens culturais universitários incluem, mas não se limitam, às manifestações e referências culturais ligadas às práticas de ensino, pesquisa, extensão e à vida universitária, promovidas por estudantes, professores e funcionários da Universidade, bem como pela sociedade à ela externa, como festas, lugares, paisagens e celebrações; rotinas, práticas, modos de fazer, de criar e tradições acadêmicas; acervos de natureza arquivística, museológica e bibliográfica em suportes analógicos e digitais; espaços, sítios e conjuntos arquitetônicos e urbanísticos; lugares de memória e de consciência e paisagens; criações científicas, artísticas e tecnológicas.”

2      Informações gerais e exigências

A primeira edição do Concurso de Fotografias do Patrimônio da USP tem por     objetivo a promoção do debate e da reflexão sobre as múltiplas formas do patrimônio universitário, buscando a ampliação de sua compreensão e fomento à reflexão crítica a partir de registros fotográficos. As fotografias comporão o acervo do Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá, sendo divulgadas oportunamente em exposições, publicações e redes sociais. Para fins de participação no I Concurso de Fotografias do Patrimônio da USP este edital prevê o registro fotográfico autoral dos espaços compreendidos nos diversos campi da Universidade de São Paulo, cabendo ao interessado solicitar autorização, quando necessária, para realização de fotografias em espaços internos dos edifícios da Universidade. Serão aceitos registros fotográficos nas modalidades: a) Individual (uma fotografia) ; b) Ensaio (conjunto de duas a três fotografias) e que se enquadrem nas seguintes categorias: 1) Celebrações; 2) Formas de expressão; 3) Lugares; 4) Objetos e edifícios; 5) Saberes.

Aspirando a ampla participação da sociedade, ficam aqui dispostos os critérios para a inscrição no concurso:

  • Ser maior de 18 anos até o momento de inscrição no concurso.
  • Fica vedada a participação no concurso de trabalhos apresentados por dirigentes ou pessoas vinculadas ao Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá.
  • O candidato se responsabiliza inteiramente pelos direitos dos bens e/ou pessoas retratadas, devendo coletar as autorizações de direito autoral e de imagem de terceiros necessárias.

3      Inscrição e participação

A inscrição no concurso é gratuita e se dará por via exclusivamente eletrônica mediante preenchimento do formulário eletrônico a ser divulgado pelo Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá e disponibilizado no site do órgão, em: cpc.webhostusp.sti.usp.br.

É obrigatório o preenchimento completo do formulário de inscrição, bem como do termo de cessão dos direitos autorais sobre as obras fotográficas, ambos anexos do presente edital, sendo considerada inválida a inscrição que não cumprir com esses requisitos. Arquivos corrompidos ou fora dos parâmetros discriminados serão desconsiderados.

Cada candidato pode participar do concurso submetendo 1 (uma) fotografia ou 1 (um) ensaio fotográfico em uma das 5 (cinco) categorias (Celebrações, Formas de expressão, Lugares, Objetos e edifícios, Saberes). A inscrição é limitada a 1 (uma) fotografia individual ou 1 (um) ensaio fotográfico por candidato em uma das 5 (cinco) categorias. Fica vetada a hipótese de submissão de uma fotografia e um ensaio por um mesmo candidato, ou a submissão de uma fotografia ou um ensaio fotográfico em mais de uma categoria. Será desclassificado o candidato que enviar um quantitativo de fotos excedente ao estipulado neste item ou que enviar fotos que contenham identificação ou que não estejam de acordo com as especificações técnicas.

Os arquivos de imagem devem estar unicamente no formato .jpeg, com no mínimo 1920 pixels na maior dimensão, de no mínimo 300 dpi, e cada fotografia deve ser acompanhada de título e breve descrição de seu contexto, em texto com até 300 (trezentos) caracteres com espaço.

4      Premiação

Cada uma das 5 (cinco) categorias contemplará uma fotografia ou um ensaio como vencedor. A cada vencedor será entregue um vale-compra da Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP) no valor de R$ 500,00.

Poderão também ser selecionadas até 4 (quatro) outras fotografias ou ensaios considerados como menção honrosa, contudo sem atribuição de prêmio material. Dessa maneira, o concurso se propõe a selecionar 5 (cinco) fotógrafos em cada uma das 5 (cinco) categorias, totalizando 25 distinções e 5 vencedores. As fotos comporão o acervo do Centro de Preservação Cultural da  USP, podendo ser divulgados em publicações e exposições futuras.

5      Critérios de avaliação e seleção

Os critérios usados para seleção das imagens deverão considerar: a) Adequação ao tema do concurso (patrimônio cultural universitário); b) Criatividade; c) Composição; d) Qualidade técnica.

6      Direito de uso de imagem

Ao se inscreverem para este concurso, os participantes cedem e transferem para a Universidade de São Paulo, sem quaisquer ônus, e em caráter definitivo, pleno e irrevogável, todos os direitos autorais sobre as obras fotográficas apresentadas, para qualquer tipo de utilização, publicação, reprodução por qualquer meio ou técnica, seja no Brasil ou no exterior, em conformidade com o termo anexo à ficha de inscrição.

7      Cronograma

Divulgação do edital: 22 de março de 2023

Inscrições : 1 de abril a 1 de junho de 2023

Divulgação dos resultados: 10 de julho de 2023

Fica resguardado o direito de alteração do cronograma por qualquer motivo, devendo ser ser divulgada, se assim acontecer, nas redes sociais do Centro de Preservação Cultural da USP/Casa de Dona Yayá.

ANEXO

ANEXO A – TERMO DE CESSÃO DO DIREITO DE USO E IMAGEM

Eu, Nome Completo, Nacionalidade, Estado Civil, Profissão, inscrito no RG nº XX.XXX.XXX-X, e CPF XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado(a) no(a) Endereço Completo, neste ato denominado CEDENTE, venho, pelo presente instrumento, CEDER, com fulcro na Lei n° 9.610/98, à UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, autarquia estadual de regime especial, por meio da PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA – PRCEU, CNPJ n° XXXXXXXXX, localizada no endereço Rua da Reitoria, 374 – 3º andar – Butantã, São Paulo – SP, 05508-220, doravante denominada CESSIONÁRIA, todos os direitos autorais sobre as obras fotográficas por mim produzidas e submetidas ao I Concurso de Fotografias do Patrimônio da USP, promovido pelo Centro de Preservação do Patrimônio da USP o direito de uso e reprodução das imagens por mim produzidas e classificadas pelo Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo, conforme condições estabelecidas a seguir:

O CEDENTE se responsabiliza por qualquer violação a direitos autorais e de personalidade de terceiros relativos à(s) fotografias apresentadas.

A presente autorização é concedida a título gratuito, por tempo indeterminado e em caráter irrevogável, para uso não exclusivo em todo e qualquer material, impresso, digital no território nacional e no exterior, para fins institucionais e de divulgação do Patrimônio Cultural brasileiro.

O CESSIONÁRIO se compromete a citar os créditos do fotógrafo, quando da utilização de suas obras.

O CEDENTE, pelo presente termo e sob as penas da lei, declara e reconhece ser o único titular dos direitos morais e patrimoniais de autor das imagens por ele remetidas.

Para maior clareza, dato e firmo o presente. De acordo,

Município, dia do mês de 2023

(nome e assinatura)

Resultado

É com enorme satisfação que anunciamos os/as cinco vencedores/as e os/as dezessete contemplados com menções honrosas do I Concurso de Fotografia do Patrimônio Cultural da USP “Imagens em Patrimônio”, realizado pelo CPC-USP/Casa de Dona Yayá.

Ganhadores do I Concurso de Fotografia do Patrimônio Cultural da USP “Imagens em Patrimônio”

(categorias)

1. Celebrações

1º Lugar: inscrição 611 – Giovanna Diniz Eduardo

Menção honrosa: inscrição 513 – Laura Hicaru Onuki

2. Formas de Expressão

1º Lugar: inscrição 618 – Felipe Augusto da Silva Souza

Menção honrosa: inscrição 836 – João Gonçalves Neto; inscrição 921 – Mariana Zancanelli Freire

3. Saberes

1º Lugar: inscrição 915 – Carolina Lixandrão

Menções honrosas: inscrição 843 – Dayane da Fonseca Barbosa; inscrição 918 – Guilherme Kenji Chinoque Ribeiro; inscrição 919 – Sérgio Sheiji Fukusima e inscrição 916 – Vicenzo Carlim de Sousa

4. Lugares

1º Lugar: inscrição 728 – Estela Hiilesmaa

Menções honrosas: inscrição 747 – Pedro Henrique Ferreira Lopes; inscrição 724 – Mariana Garrido Fernandes; inscrição 743 – Leonardo Ripoll e inscrição 817 – Georgia Riquelme Barriga Sharp

5. Objetos/Edificações

1º Lugar: inscrição 816 – Irene Seong Yun Kim

Menções honrosas: inscrição 826 – Cristiano Henrique Ferrari Prado; inscrição 829 Maximiliam Luppe; inscrição 835 – José Rosael da Silva e inscrição 849 – Mikaella Balis

CURSO DE DIFUSÃO Um primeiro roteiro audiovisual: memórias de vida / histórias da família

“Como sujeito, toda pessoa tem o direito de definir sua própria realidade, estabelecer sua própria identidade, dar nome a sua própria história” Bell Hooks

O audiovisual estabelece ao longo do século XX uma forma hegemônica de comunicação de massas que se desdobra, em nossa contemporaneidade, pelas redes sociais do mundo digital. Sem nos darmos conta possuímos um certo grau de alfabetização em relação à linguagem audiovisual, que no entanto foi desenvolvida através de décadas de experimentos e produção. Apropriar-se desta linguagem é, a um só tempo, um investimento em nossa autonomia produtiva e uma necessidade para nossa capacidade de análise de discursos em tempos de comunicações tão perigosas. Por outro lado o curso busca trabalhar com seus participantes a valorização das trajetórias pessoais e de suas famílias, buscando um entendimento de como a história dos lugares também são constituídas por nossa presença e participação.

Objetivos

Perceber o quanto nossas trajetórias familiares se relacionam com períodos históricos e
fenômenos sociais importantes, fazendo parte da memória da cidade e do país, e assim,
participando em diversos sentidos de nosso patrimônio material e imaterial. Sensibilizar o público para o entendimento do audiovisual como linguagem, com suas especificidades e potencialidades. Desenvolver roteiros de curtas-metragens ao longo dos encontros. Oferecer atividade gratuita de compartilhamento de conhecimentos e experiências, mediante inscrição e com certificação de conclusão.

Programa

Percepção da construção da identidade individual e social; Primórdios do cinema: a imagem como revelação do mundo; Representações construídas pelo outro e por si mesmo; O específico cinematográfico – montagem; O desenvolvimento da linguagem; Articulações, semiótica e síntese; Entendimento dos filmes como discursos; As especificidades do texto do roteiro; As etapas de elaboração: argumento, escaleta e roteiro; Restrições criativas para elaboração de sistemas narrativos; Elaboração de argumentos; Os diversos tratamentos em escaleta; A escrita do roteiro.

Metodologias de ensino-aprendizagem
Cada encontro será dividido em dois momentos de cerca de 1:30h cada.
Em uma primeira etapa do encontro será sempre dedicada à linguagem: primeiro refletiremos sobre a história do cinema, a formação invisível pela qual passamos para decodificá-lo como uma linguagem, suas articulações e potencialidades; depois esta etapa também servirá para entendermos como certas estruturas narrativas, a princípio entendidas como restrições, podem criar condições para a criatividade se desenvolver através de narrativas originais; este momento do encontro igualmente servirá para o entendimento de uma progressão comumente adotada no processo da escrita do roteiro, a divisão em argumento, escaleta e os diversos tratamentos do roteiro com suas especificidades. Na segunda etapa de cada encontro teremos uma conversa sobre as trajetórias dos participantes do curso. A partir do entendimento da importância da construção da identidade individual e social, manteremos um diálogo aberto sobre suas histórias de vida e a de seus familiares, procurando relacioná-las com momentos históricos, fluxos migratórios, contextos políticos, quebras ou continuidades culturais e outros aspectos que tornam nossa existência significativa dentro de uma percepção da história e do local onde vivemos. Este diálogo terá grande contribuição de todos os participantes, que trarão, através de suas formações específicas, entendimentos diversos sobre os
relatos. Ao longo do curso esta etapa do encontro passará a se voltar para o debate sobre os roteiros, que serão desenvolvidos a partir de três argumentos selecionados por todos os
participantes, mantendo a autoria do proponente mas com a colaboração coletiva dos demais participantes do curso.

Critérios de avaliação e aprovação
A assiduidade e contribuição nos debates e no desenvolvimento dos roteiros serão avaliados e servirão como critério para aprovação.

Bibliografia
BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema : ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Brasiliense, 1985.
BONITZER, Pascal; CARRIÈRE, Jean-Calude. Prática do roteiro cinematografico. São Paulo: JSN, 1996.
CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
CHION, Michel. O roteiro de cinema. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
HALBWACHS, Maurice: a memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, 1992.
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n.3, 1989.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

Curso de Difusão Um primeiro roteiro audiovisual: memórias de vida / histórias da família

Maio e junho de 2023, às quartas-feiras,
Datas: 3/5, 10/5, 17/5, 24/5, 31/5, 7/6
Horário: 18h às 21h Duração: 18 horas (6 encontros presenciais de 3 horas cada) 30 vagas

Público alvo: estudantes, moradores do bairro Bela Vista, funcionários da USP e pesquisadores, de 16 a 80 anos, com qualquer escolaridade.

Ministrante: Eduardo Kishimoto
Formado em Cinema e Vídeo pela ECA-USP (1999). Roteirizou, dirigiu e montou os telefilmes “Exilados” (média-metragem, ficção, 52 min., 4k, 2014, produtora Doc e Outras
Coisas, Edital de Telefilmes da TV Cultura e Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo), “Noites com Lua” (média documental, 54 min., Mini-dv/Betacam, 2004, TV USP), “A Separação” (média documental, 40 min., Betacam, 2001, TV USP); as séries para tv “Axogun” (série ficcional de 5 episódios de 26 minutos cada, 4k, 2016, produtora
Aurora Filmes, Edital Prodav 11/2014 do Fundo Setorial do Audiovisual) e “Sobre a Congada de Ilhabela” (7 documentários, 26 min. cada, DVCam, TV USP, 2004-2010); os curtas “Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada” (curta, ficção, 15min., 35mm dolby
digital, Bola Oito Produções, Edital de curtas do Programa Fomento ao Cinema Paulista 2011), “O Cozinheiro Negro” (curta-criança, ficção, 15 min., HDCam, MINC/SAV/TVBrasil 2010), “As Verdades Temporárias” (curta de ficção, 15 min., 35mm dolby digital, 2010, Cinegrama Filmes), “A Psicose de Valter” (curta experimental, 15 min., 35mm dolby digital, 2007, Programa Petrobrás Cultural 2006). Dirigiu “Terminal Pirituba” (média documental, 26 min., HDV, Projeto História dos Bairros da Prefeitura Municipal de São Paulo 2006).
Como montador, participou, entre outros, de: “O Galante Rei da Boca” (média documental, de Luís Rocha e Alessandro Gamo, Mini-dv/Betacam, 2004, CPC-UMES), “Cemitério São Luiz” (curta documental, de Ana Paul, DVCam, 2004, Programa Petrobrás Digital), “GOD.O.TV” (curta ficcional, de Carlos Dowling, 16mm, 2002, Projeto Sal Grosso I), “O Catedrático do Samba” (curta documental, de Alessandro Gamo e Noel Carvalho, 16mm, 2001, UNICAMP/CPC-UMES), “Sem Saída” (curta ficcional, de Joana Mariz, 16mm, 1998, ECA-USP). Recebeu os prêmios de: melhor curta-metragem pelo Júri Oficial da Mostra Brasil da 12o Goiânia Mostra Curtas; melhor montagem da Mostra Competitiva Nacional pelo Júri Oficial do 19o Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo; melhor direção e melhor atriz principal (Georgina de Castro) no VIII Festival Latino-Americano de Cinema Curta Metragem de Canoa Quebrada; melhor trilha sonora (Michelle Agnes) pelo Júri Oficial do 6o Festival Cine Música de Conservatória, RJ (todos estes por “Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada”); Melhor Curta Infantil no 3o FAMINAS por “O Cozinheiro Negro”; Melhor Curta no I IGUACINE, Melhor Montagem no Janela Internacional de Cinema (PE), 3o Lugar no Curta Votorantim, Menção Honrosa no 7o Santa Maria Cine e Vídeo (por “A Psicose de Valter”); Melhor Som Direto no 7o Festival de Cinema de Maringá (por “As
Verdades Temporárias”); Melhor Montagem no Festival de Cinema Universitário 2001 (por “O Catedrático do Samba”). Foi organizador e curador de três mostras de cinema em São Paulo: “Semana do Curta Brasileiro” (Anfiteatro da Fac. de História FFLCH-USP, 1996), “Fotógrafos do Cinema Brasileiro: Mário Carneiro” (Cinusp Paulo Emílio USP, 1999) e “História do Cinema Paulista” (Centro Cultural São Paulo, 1999). Ministrou quatro cursos de audiovisual: “Produção de documentário em Vídeo Digital” e “Produção em vídeo digital II” (ambos pelo Projeto Cinema e Vídeo Brasileiro nas Escolas, de 2003-2004, Ação Educativa), “Edição pelo Software Final Cut Pro” (LEI/FFLCH USP – Laboratório de
Estudos sobre a Intolerância, em 2007) e “Oficina de formatação de projetos” (Diversitas/FFLCH USP – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, 2016). Foi coordenador técnico responsável pela pesquisa e determinação dos equipamentos de câmera, som e edição adquiridos para o curso recém-criado de Cinema na UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia”, 2008, e para o Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI-USP), 2006. Trabalhou na TV USP, produzindo e dirigindo documentários e o programa televisivo mensal “Traquitana”, que exibia curtas e médias (de 2004 a 2014) e designado como Diretor Técnico do Serviço de Produção de Vídeos e Documentários (2001 a 2008).

Serviço

Local de realização: Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista, São Paulo – SP cep 01324-001
Número de vagas: 30


Inscrições gratuitas: https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=10400355&cod_edicao=23001&numseqofeedi=1
Critérios de seleção: análise de carta de intenção
Prazo para inscrição: de 20 de março a 9 de abril de 2023
Divulgação dos selecionados: 20 de abril de 2023





CURSO Introdução à extroversão do patrimônio cultural

Curso de Introdução à extroversão do patrimônio cultural

Os processos de patrimonialização dos bens culturais costumam ser divididos em três instâncias, as quais caracterizam um tripé de ação patrimonial análogo aos processos museológicos definidos pelas ações de pesquisa, de preservação e de comunicação. Duas dessas instâncias (a de pesquisa/identificação e a de preservação de bens culturais) são amplamente conhecidas, estudadas e praticadas. Para elas há inúmeros marcos normativos e estudos acadêmicos, bem como um acúmulo de experiências e reflexões sistematizado nas famosas cartas patrimoniais.

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Patrimoniar #04. Claudia Alexandre: Vai-vai, o samba e o candomblé

Patrimoniar #04

O carnaval é o momento do ano em que o samba é tornado um espetáculo exibido pela televisão e acompanhado por milhões de pessoas. Contudo, como manifestação e referência cultural de diversos grupos sociais, o samba, o carnaval e todas as práticas associadas a este importante bem cultural são caracterizados por inúmeras camadas de significado, ação e memória — e apenas a superfície dessas camadas é devidamente capturada durante a sua espetacularização televisiva. São muitas as conexões entre o samba e o carnaval e a ancestralidade, a religiosidade e a memória negra: muitos dos signos ligados a essas conexões permanecem invisíveis ou ignorados. O samba, o carnaval e a religiosidade de matriz africana foram alvo de inúmeros processos violentos de repressão e silenciamento ao longo de sua existência, tornando sua prática hoje uma forma de reafirmação da resistência — contudo, processos de repressão e silenciamento continuam operando nos dias atuais, como aqueles que levaram ao despejo da escola de samba Vai-Vai de sua sede no bairro do Bexiga, em São Paulo.

Nesta edição do Patrimoniar conversamos com Claudia Alexandre a respeito de suas pesquisas no campo da ciência da religião sobre o samba, o carnaval, o candomblé e a escola de samba Vai-Vai.

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Patrimoniar #03. Alberto Luiz dos Santos e Rodrigo Accioli Almeida: futebol e patrimônio cultural

Patrimoniar #03. Alberto Luiz dos Santos e Rodrigo Accioli Almeida: futebol e patrimônio cultural

Mais do que uma modalidade esportiva, o futebol se constitui no Brasil de uma prática cultural popular que mobiliza afetos, memórias, identidades e lugares. Dos grandes estádios aos campos de várzea, das peladas nas ruas aos espetáculos comerciais, ao redor do futebol orbitam diversas formas de rituais, performances e disputas — as quais se espalham pelo espaço urbano transcendendo em muito os espaços estritamente dedicados à prática esportiva.

No contexto de mais uma Copa do Mundo, o CPC pauta o futebol como patrimônio cultural em uma conversa com os geógrafos e pesquisadores Alberto Luiz dos Santos e Rodrigo Accioly Almeida, autores de pesquisas recentemente defendidas na Universidade de São Paulo a respeito de distintas facetas dessa prática que tanto diz sobre a ação, identidade e memória de parcelas significativas da população brasileira.

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