São Luís cidade negra: reconhecimento, patrimonialização e insurgências

curso de difusão

Para os amantes da disciplina, o Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá está com a agenda recheada de cursos patrimoniais no mês de novembro!! Completando a grade, vem aí São Luís cidade negra: reconhecimento, patrimonialização e insurgências, sob a orientação de Alex Oliveira.

O processo de patrimonialização das manifestações culturais pelo Estado brasileiro consolidou-se a partir de uma ideia de representação nacional fundada em bases coloniais hegemônicas, responsáveis por sucessivos processos de exclusão e apagamento dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Tal dinâmica se repete em diversos territórios urbanos tombados por seus valores históricos, como São Luís/Maranhão. Localizada em uma ilha equinoxial, a capital maranhense vivencia, desde seu primeiro tombamento em 1940, um processo institucional de patrimonialização que a tornou referência quanto aos desdobramentos da ação estatal — simultaneamente promotora do discurso oficial de proteção e agente de exclusão. Diante da urgência de ampliar a democratização racial e o enfrentamento ao racismo, estudar São Luís como cidade negra, patrimonializada e detentora de uma rica herança cultural afrodiaspórica se faz ainda mais relevante no mês em que se celebra a data da Consciência Negra no Brasil.

Inscrições até 30/10

Ministrante: Alex Oliveira (Universidade Estadual do Maranhão)

Aulas de 10 a 27/11/2025

Às segundas e quintas-feiras, das 14h às 17h

Atividade presencial e gratuita, com emissão de certificado USP

Rua Major Diogo, 353

Bela Vista/Bixiga, São Paulo – SP

Tradição e ruptura: uma introdução à arquitetura japonesa do século XX

Está aberto o período de inscrições para o próximo curso de difusão do Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá, Tradição e ruptura: uma introdução à arquitetura japonesa do século XX.

Embora o Brasil tenha a maior comunidade de imigrantes japoneses fora do Japão, a visão sobre o Extremo Oriente ainda é influenciada por estereótipos distantes da realidade atual. O curso aborda questões culturais e arquitetônicas, destacando a importância de romper com percepções deturpadas e eurocêntricas. Em um cenário de crescente globalização e decolonialidade, objetiva-se refletir sobre as influências das disputas imperialistas na formação da arquitetura japonesa e mundial, promovendo a desconstrução de estereótipos e ampliando a compreensão de contextos culturais diversos.

Corresponde ao conteúdo do curso discutir as principais transformações na arquitetura e urbanismo do Japão desde a Restauração Meiji, no final do século XIX, até os dias atuais, incluindo os impactos da modernização, ocidentalização, industrialização, ciclos de reconstruções e o período pós-guerra.

Inscrições até 23/10

Ministrante: Maria Cláudia Candeia (Universidade de Brasília)

Aulas de 4 a 25/11

Às terças-feiras, das 16h às 18h30

Aulas presenciais e gratuitas, com emissão de certificado USP

Rua Major Diogo, 353

Bela Vista/Bixiga, São Paulo, SP

outubro desenhado na universidade

Vamos celebrar a vida universitária e suas referências culturais desenhando aspectos do cotidiano da universidade em todos os dias de outubro!

O outubro desenhado na universidade é uma iniciativa do CPC com dois objetivos principais: de um lado, valorizar o patrimônio cultural universitário, caracterizado por seus lugares, objetos, edificações, celebrações, formas de expressão e saberes; de outro, estimular um olhar para essas várias expressões culturais próprias da vida universitária por meio do desenho à mão — uma forma privilegiada de desaceleração do cotidiano e de leitura e expressão do mundo ao nosso redor.

Indicamos abaixo uma série de sugestões de temas para elaborar desenhos em cada um dos dias e compartilhar nas redes sociais. Gostaríamos de que diferentes visões sobre cada uma dessas referências culturais universitárias possam ser expressas por estudantes, professores, técnicos-administrativos e por todos os demais interessados nas universidades.

Os temas não são aleatórios: trata-se de um conjunto de referências culturais levantadas pela equipe responsável pelo Inventário participativo de referências culturais que o CPC desenvolve desde 2022 — e cujos resultados devem ser publicados nos próximos meses. Essas referências são algumas das mais recorrentes entre as várias oficinas promovidas pela equipe do inventário realizadas em diferentes locais do Campus Butantã da USP. Contudo, embora digam respeito ao cotidiano universitário uspiano, muitas delas são comuns à experiência universitária para além dos muros da USP e também podem ser pensadas e elaboradas em outros contextos.

o que é o #outubrodesenhado?

Nossa iniciativa é inspirada na campanha Inktober, criada em 2009 pelo ilustrador Jake Parker — que desde então promove listas com sugestão de temas para desenhar todos os meses de outubro.

O nosso #outubrodesenhado tem foco específico na vida universitária e em seu patrimônio cultural: gostaríamos de ver os diferentes significados e interpretações desse patrimônio expressos nos desenhos feitos pelos diferentes frequentadores das universidades e por todos os demais interessados.

como participar?

Basta desenhar!

Não precisa saber desenhar. Não precisa desenhar de forma profissional ou super elaborada. Queremos estimular um momento de pausa no dia-a-dia para que possamos refletir sobre cada um desses temas por meio do desenho à mão. Todos os desenhos e contribuições são bem vindas.

Siga a nossa lista de sugestões de temas, elaborando desenhos baseados em cada uma das sugestões para cada um dos dias do mês de outubro. Depois, poste seu desenho nas redes sociais utilizando a hashtag #outubrodesenhadonausp. Marque também o CPC (@cpcusp nas redes sociais) em suas postagens!

temas

A interpretação de cada um destes temas é completamente livre: sinta-se à vontade para registrar as nuances e ambiguidades que as palavras eventualmente apresentem. Estamos interessados em reconhecer as várias leituras possíveis sobre as referências culturais da universidade.

  • 1º/10 bandejão
  • 2/10 biblioteca
  • 3/10 cepê
  • 4/10 praça do relógio
  • 5/10 coletivo
  • 6/10 crusp
  • 7/10 bateria
  • 8/10 festa
  • 9/10 mesinha
  • 10/10 sala de aula
  • 11/10 atlética
  • 12/10 circular
  • 13/10 vivência
  • 14/10 vão
  • 15/10 cookie
  • 16/10 trailer
  • 17/10 acervo
  • 18/10 mascote
  • 19/10 ponto de ônibus
  • 20/10 greve
  • 21/10 museu
  • 22/10 creche
  • 23/10 sagui
  • 24/10 assembleia
  • 25/10 movimento
  • 26/10 sofá
  • 27/10 kraft
  • 28/10 caneca
  • 29/10 laboratório
  • 30/10 remo
  • 31/10 capivara

Memória, cidade e jornalismo

Curso de difusão

Memória, cidade e jornalismo é o novo curso de difusão do CPC USP, com inscrições já disponíveis e limite de vagas!

O curso busca situar o jornalismo como agente privilegiado na produção da história e da memória na cidade de São Paulo, refletindo e ao mesmo tempo influenciando construções culturais e políticas públicas. Por meio de leitura de bibliografia recomendada, análise de materiais relacionados e debates em sala, a ideia é falar sobre pesquisa em acervos, identidade urbana e possibilidades de transformação de retratos estigmatizantes, valorizando a noção de território, as narrativas de pertencimento e as culturas locais.

Serão três encontros, às terças-feiras, das 19h às 21h, com a seguinte abordagem:

Aula 1 (16/09/2025, 19h–21h): Reflexão sobre a imprensa, de brechas em grandes veículos à resistência em órgãos militantes, como fonte para compreender a história urbana e explorar arquivos físicos e digitais. Debate sobre práticas jornalísticas que ampliem mundos sensíveis às desigualdades e diversidades.
Aula 2 (23/09/2025, 19h–21h): Análise das representações de São Paulo nas manchetes e sua relação com urbanização e identidades.
Aula 3 (30/09/2025, 19h–21h): Discussão sobre lugar e território no jornalismo e nas políticas de memória, contra estigmas e exclusões.

De 16 a 30/9, das 19h às 21h
Às terças-feiras
Aulas presenciais e gratuitas, com emissão de certificado USP

Rua Major Diogo, 353
Bela Vista/Bixiga, São Paulo, SP

3ª edição da Oficina de Bordado na Casa de Dona Yayá

ministrada por Beatriz Barsoumian

Segundo a historiadora Rozsika Parker, conhecer a história do bordado é conhecer a história das mulheres. A “Oficina de Bordado na Casa de Dona Yayá” parte dessa premissa ao refletir sobre as relações entre o bordar e os ideais de feminilidade, historicamente atravessados por apagamentos — tanto das mulheres no espaço doméstico quanto dos saberes considerados “femininos”. Ainda assim, o bordado revela-se como espaço de potência: criativo, afetivo e político. Como aponta Juliana Padilha de Sousa, mestre em artes (UFPA), ele serviu à aprendizagem informal — como nos alfabetos em ponto cruz — e como fonte de renda, a despeito das limitações que as mulheres atravessaram em cada momento da História. Bordar, assim, também foi um gesto de resistência, sociabilidade e autonomia.

A relação com a Casa ganha força com a memória de Sebastiana de Mello Freire, que, mesmo reclusa, bordava rendas com a técnica do frivolité. A Oficina, em sua terceira edição, dá continuidade ao projeto “Bixiga Entre Linha”, valorizando detalhes das fachadas e portões do bairro, incluindo símbolos adinkras, de matriz africana e cuja presença é bastante marcante na arquitetura da região.
A atividade propõe a ocupação sensível do espaço da Casa, aproximando comunidade e Universidade. Com agulhas e linhas, constrói-se memórias, redes e novas formas de habitar a história.

Programação de férias – de 20 a 31/07

Aulas distribuídas em 3 encontros:
domingo 20/07, quinta 24/07 e quinta 31/07

Aula 1: Domingo 20/07, das 10h às 14h
Apresentação do curso, distribuição dos materiais e riscos.
Apresentação da bandeira “Bixiga Entre Linha” aos demais participantes; e aprendizado dos pontos básicos já nos riscos distribuídos.

Aula 2: Quinta-feira 24/07, das 14h às 18h
Finalização dos bordados e início da colagem na bandeira “Bixiga Entre Linha”.

Aula 3: Quinta- feira 31/07, das 14h às 18h
Finalização da bandeira “Bixiga Entre Linha”.

Inscrições até 18/07/2025
Local: CPC-USP / Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista/Bixiga – SP

Aulas presenciais e gratuitas, com emissão de certificado USP

Antirracismo e contracolonialidade na São Paulo contemporânea

Curso de difusão

O Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá tem o prazer de anunciar a segunda edição do curso Antirracismo e contracolonialidade na São Paulo contemporânea, ministrado por Abílio Ferreira, cujas inscrições iniciam hoje e encerram em 22/6.

A passagem dos anos 1980 para os 1990 marcou a consolidação do discurso antirracista no Brasil e refletiu o fortalecimento do interesse pela memória. Nesse contexto, o Movimento Negro ressignificou o 20 de novembro — data da morte de Zumbi — como contranarrativa ao 13 de maio, início da desconstrução do mito da democracia racial e preparação para os 300 anos da “imortalidade” de Zumbi, em 1995.

Paralelamente, o historiador Ulpiano Bezerra de Menezes observava a centralidade crescente da memória em diversas frentes sociais, revelando nova consciência histórica e valorização de registros empíricos relevantes.

Décadas depois, o assassinato de George Floyd, em 2020, reacendeu debates globais sobre racismo e colonialismo. A queda de estátuas de figuras escravocratas em diversos países ecoou no Brasil com o incêndio da estátua de Borba Gato, simbolizando o repúdio à violência histórica e sua glorificação pública.

Diante dessas pressões, iniciativas como a Jornada do Patrimônio e a instalação de monumentos a figuras negras esquecidas — como Itamar Assumpção e Carolina de Jesus — expressam um esforço de reparação simbólica, bem como a Lei 11.645/2008, que ao incluir as culturas afro-brasileira e indígena no currículo escolar reforça a aliança entre povos historicamente marginalizados, cuja resistência encontra na oralidade e na literatura um instrumento de humanização.

Serão quatro encontros, nas segundas-feiras de julho, das 14h às 17h, com a seguinte abordagem:

1 – A literatura negro-brasileira a partir de Luiz Gama – dia 07

2 – Tebas: o homem, a lenda e a alegoria – dia 14

3 – O território negro-indígena do Piques: origem do Bixiga – dia 21

4: Avaliação – dia 28

De 7 a 28/7, das 14h às 17h

Às segundas-feiras

Aulas presenciais e gratuitas, com emissão de certificado USP

Inscreva-se aqui.

Rua Major Diogo, 353

Bela Vista/Bixiga, São Paulo, SP

Patrimônio cultural: políticas e instrumentos

CURSO DE ATUALIZAÇÃO
Patrimônio cultural: políticas e instrumentos

O Centro de Preservação Cultural promove ao longo do segundo semestre de 2025 o curso de atualização Patrimônio cultural: políticas e instrumentos. Trata-se de curso de extensão destinado a portadores de diploma de nível superior e voltado à integração de profissionais e pesquisadores ao campo do patrimônio cultural e às suas principais questões emergentes e debates contemporâneos. Trata-se de curso panorâmico, voltado à apresentação e discussão das várias facetas e dimensões do campo do patrimônio, composto por corpo docente formado por especialistas e pesquisadores com experiência acumulada e produção consolidada em seus campos de atuação.

Estruturado na forma de encontros semanais (quartas-feiras, nos períodos vespertino e noturno), o curso ocorrerá de forma presencial na Casa de Dona Yayá entre 6 de agosto e 17 de dezembro de 2025. As inscrições ficam abertas entre os dias 1º e 15 de junho de 2025.

Caracterização e programa

O curso tem abordagem panorâmica e introdutória, tendo como público alvo profissionais e acadêmicos interessados em direcionar, atualizar e aprofundar suas trajetórias profissionais e acadêmicas no campo do patrimônio cultural. Visa difundir o progresso do conhecimento na área do patrimônio cultural, articulando saberes e práticas e constituindo uma base para aprofundamentos futuros. Na perspectiva do patrimônio como campo multidisciplinar, destina-se a profissionais das várias áreas que atuam no patrimônio, como ciências sociais, história, geografia, direito, arquitetura e urbanismo, museologia, ciências da informação, comunicação social, turismo, bem como de engenharias e outras áreas aplicadas.

O curso está estruturado em dois módulos, um de introdução e fundamentos e o outro voltado às especificidades de cada uma das diferentes facetas e dimensões do patrimônio cultural, totalizando 108 horas de carga horária. Os módulos, por sua vez, se dividem em disciplinas distintas que, juntas, compõem um corpo coerente e panorâmico sobre as questões patrimoniais programadas para serem discutidas. As disciplinas distribuem-se em períodos de 3 horas (dois, quatro ou mais períodos, a depender da disciplina, ementa e programa).

Módulo 1. Fundamentos
História do patrimônio cultural
Memória, sociedade e direitos culturais
Teorias da restauração
Legislação, cartas e marcos normativos

Módulo 2. O campo do patrimônio e suas múltiplas dimensões
Patrimônio material
Patrimônio imaterial
Patrimônio natural e paisagens culturais
Patrimônio arqueológico
Lugares de memória e consciência
Museus e acervos
Patrimônio universitário
Patrimônio e mudanças climáticas
Pesquisa e inventariação do patrimônio cultural
Educação patrimonial
Patrimônio e turismo

Corpo docente

Coordenação
Flávia Brito do Nascimento, FAU USP
Joana Mello de Carvalho e Silva,  FAU USP
Gabriel Fernandes, CPC USP

Docentes
Aline Montenegro Magalhães, MP USP
Beatriz Mugayar Kühl, FAU USP
Camila Wichers, MAE USP
Danilo Celso Pereira, pós doutorando EACH USP
Inês Gouveia, IEB USP
Julia Anversa, MAE USP
Mariana Pessoa, pesquisadora FAU USP
Mônica Junqueira de Camargo, FAU USP
Pedro Vieira, FAU USP
Renato Cymbalista, FAU USP
Rosenilton Silva de Oliveira, FE USP
Sabrina Fontenele, Escola da Cidade e Instituto Tomie Ohtake
Simone Scifoni, FFLCH USP
Thiago Allis, EACH USP

SERVIÇO

Período
6/8 a 17/12/2025 (quartas-feiras, das 14h às 21h)

Local
Centro de Preservação Cultural – Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353, São Paulo, SP

Vagas
40
(dessas 40 vagas, 35% serão destinadas a candidatos pretos, pardos e indígenas, bem como 2 vagas serão destinadas a pessoas trans e 2 vagas destinadas a pessoas com deficiências — não havendo inscritos nestas condições, tais vagas serão destinadas à ampla concorrência)

Inscrições
1º a 15/6/2025
Interessados devem preencher formulário no Sistema Apolo.

Critério de seleção
Os candidatos serão selecionados pelo corpo docente do Curso por meio de uma Carta de Intenções. A carta deve ser apresentada no ato da inscrição, via sistema Apolo. O documento deve ter, no máximo, 1 lauda (2500 caracteres com espaços), apresentando uma análise reflexiva sobre a formação acadêmica, as experiências de estudo, trabalhos, pesquisas, publicações e outras informações relacionadas à vida acadêmica e profissional das pessoas interessadas pelo curso, indicando suas motivações. Cartas fora deste padrão não serão consideradas.

Cronograma
1 a 15/6/2025
inscrições pelo sistema Apolo

16/6 a 27/6/2025
seleção dos candidatos

30/6 a 4/7/2025
confirmação de interesse pelo curso

4/7 a 8/7/2025
chamada da lista de espera

6/8 a 17/12/2025
realização do curso (quartas-feiras, das 14h–17h e 18h–21h)

CURSO GRATUITO

Captação em vídeo: memórias de moradores do Bixiga

curso de difusão

Foram abertas as inscrições para o último curso deste semestre oferecido pelo @cpcusp
Captação em vídeo – memórias de moradores do Bixiga, distribuído entre aulas teóricas e sobretudo práticas, tem como objetivo coletar depoimentos de pessoas que residem há muitos anos no bairro Bela Vista (popularmente conhecido como Bixiga), com relatos de suas trajetórias e das memórias da região.
Será criada uma playlist no canal do Youtube do CPC USP – Casa de Dona Yayá composta por vídeos com depoimentos de moradores do Bixiga contando suas trajetórias, a relação com o bairro e eventualmente com a Casa de Dona Yayá. Com esta playlist, pretendemos ajudar a manter viva a memória dos habitantes da região, os relatos de suas famílias, as tradições que existem ou já existiram, as transformações pelas quais o Bixiga passou, as histórias vivenciadas ou ouvidas, formando um acervo importante para familiares, amigos, moradores e pesquisadores.

Buscamos com este projeto contribuir pela permanência destas pessoas no bairro, atuando contra o apagamento e silenciamento de populações desfavorecidas que podem desaparecer do Bixiga com a gradativa valorização imobiliária.

Ministrado por Eduardo Kishimoto, cineasta, curador, roteirista e diretor de diversas e premiadas obras e analista de comunicação do CPC USP.
Assistente: Dayane Inácio, servidora do CPC USP, com formação em jornalismo.

O curso apresentará um breve panorama de como diferentes escolas de documentário e programas televisivos exploraram o formato de entrevista. A seguir o grupo debaterá os objetivos das gravações, formulará coletivamente a pauta das entrevistas e escolherá os entrevistados a partir de sugestões dos próprios participantes. Serão analisados alguns exemplos de captação e debateremos como percebemos o equilíbrio entre condições técnicas e ambiente de escuta. As gravações acontecerão alternando datas comerciais e aos domingos, privilegiando a agenda dos entrevistados.

Inscrições até 22/5/2025

de 10/6 a 1/7/2025
Às terças-feiras e domingos, 18h-21h/10h-13h
Atividade presencial, com emissão de certificado USP

CPC USP – Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353 – Bela

2º Seminário interno Acervos na USP: por uma política de acervos

2º Seminário interno Acervos na USP: por uma política de acervos

Acontece no dia 13 de maio de 2025, nas dependências do InovaUSP, na Cidade Universitária, o 2º Seminário Acervos na USP, no qual profissionais, docentes, estudantes e pesquisadores ligados aos vários acervos da Universidade terão a oportunidade de discutir as potencialidade, limites e desafios na sua gestão, reconhecimento, preservação e comunicação.

Neste 2º Seminário pretendemos encaminhar uma primeira proposta de política de acervos para a Universidade a partir das discussões desenvolvidas na primeira edição do evento, ocorrida em abril de 2023. Naquele momento foram levantadas uma série de dificuldades, desafios e potencialidades na integração dos acervos espalhados pelas unidades às atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como ao seu reconhecimento, preservação, difusão e gestão.

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Terreiros Sagrados do Bixiga

Curso de difusão

O Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá torna disponível o novo curso oferecido pela instituição: Terreiros Sagrados do Bixiga! 

Em momento tão significativo na história do bairro, quando as escavações do Sítio Saracura Vai-Vai recuperam testemunhos de práticas de matriz africana nesta região, o curso visa contribuir significativamente para os estudos acerca da história do povo negro no Bixiga, elucidando que a existência de Terreiros ainda é marcante na contemporaneidade, estabelecendo diálogos e pontes com estes lugares sagrados para a redução do racismo religioso e urbano. 

Idealizado pelo professor Fabrício Forganes Santos, cujas formações social e acadêmica têm extensa conexão com o tema, Terreiros Sagrados do Bixiga traça entre os objetivos:

– Refletir sobre as práticas de matriz africana no bairro e suas influências culturais para a memória negra local;
– Explorar a história das diferentes manifestações religiosas afro-brasileiras no Bixiga;
– Fomentar o debate sobre a patrimonialização desses espaços como parte do patrimônio cultural imaterial do bairro;
– Visitar e estudar a arquitetura dos terreiros da região;
– Promover o reconhecimento da importância desses espaços na luta contra a discriminação religiosa.

Público alvo: Moradores do bairro do Bixiga/Bela Vista, professores, integrantes de coletivos culturais, estudantes, pesquisadores dos territórios de tradição de matriz africana e demais interessados na relação entre cidade e patrimônios afro-brasileiros.

Terreiros Sagrados do Bixiga
Inscrições até 24/4: https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=10400478&cod_edicao=25001&numseqofeedi=1
Atividade presencial
com direito a certificado USP

De 7 a 28 de maio de 2025
Às quartas-feiras, das 19h às 21h30

PROGRAMA COMPLETO (AULA A AULA)
Aula 1: 07 de maio de 2025 | 19 h às 21h30
Breve história dos Territórios Sagrados Afros nas cidades brasileiras.
Local: CPC-USP / Casa de Dona Yayá

Aula 2: 14 de maio de 2025 | 19 h às 21h30
A Casa dos Orixás do Bixiga.
Local: Ile Asé Iya Osun. R. Alm. Marques de Leão, 284

Aula 3: 21 de maio de 2025 | 19 h às 21h30
A Casa dos Caboclos do Bixiga.
Local: Terreiro de Umbanda Cacique Pena Branca. R. Santo Antônio, 1299

Aula 4: 28 de maio de 2025 | 19 h às 21h30
A Casa dos Angolas do Bixiga.
Local: Casa Mestre Ananias. R. Conselheiro Ramalho, 939