Política de acervos: CONSIDERAÇÕES

Estabelecemos a seguinte Política de Acervos para a Universidade de São Paulo a partir das seguintes considerações:

  • que o compromisso com a afirmação de uma universidade pública e gratuita, cujo conhecimento é produzido de modo articulado pelo ensino, pela pesquisa, pela extensão e pela inclusão, busca ampliar e fortalecer os princípios democráticos;
  • que a produção universitária se constitui com um patrimônio não apenas da USP, mas de toda a sociedade;
  • que os acervos da Universidade de São Paulo possuem importância fundamental para o ensino, a pesquisa, a extensão, a inclusão, a memória e a preservação de seu patrimônio;
  • que os acervos são a materialização da pesquisa e da produção acadêmica uspiana e funcionam como elo entre a as atividades científicas e a sociedade, contribuindo para a compreensão social sobre a importância da existência da universidade pública;
  • o marco normativo internacional e nacional vigente sobre o universo dos acervos, em suas diversas especificidades, bem como todas as cartas, documentos e marcos doutrinários estabelecidos em torno do patrimônio cultural universitário — em especial o artigo 216 da Constituição Federal, a Carta Patrimonial da USP e tomando como referência os seguintes documentos: Recomendações do Conselho da Europa para a gestão e governança do patrimônio universitário; Diretrizes para uma política de museus e acervos do fórum permanente de museus universitários; Política de memória institucional da Fiocruz e políticas de acervos de universidades federais brasileiras;
  • a relevância e heterogeneidade dos cerca de cem acervos reconhecidos em levantamento produzido pelo CPC USP no Guia de Museus e Acervos da USP.