100 anos de Yayá no Bixiga: A odisseia de uma milionária no jornal de O Parafuso

100 anos de Yayá no Bixiga: Jornal O Parafuso

Em 1919, depois de apresentar mais uma crise nervosa, Yayá foi internada no Hospital Instituto Paulista, onde ficou mais de um ano. O jornal da época — O Parafuso — acompanhou o caso e produziu diversas matérias de cunho sensacionalista, à semelhança de uma novela de folhetim em que contava a história da internação de Yayá como “a odisseia de uma rica milionária” vítima de uma trama em que estariam envolvidos seu tutor, curadores, médicos, parentes próximos e a família de sua madrinha.

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Técnicas de uso de história oral para iniciativas coletivas de valorização da memória

 

Técnicas de uso da história oral para iniciativas coletivas de valorização da memória

O curso pretende fornecer aos participantes ferramentas para que iniciem a constituição de acervos públicos de história oral e memória, a partir de técnicas de produção, armazenamento e divulgação de acervos, proporcionando um contato com as principais técnicas de história oral e preparando-os para usar a oralidade na constituição de acervos de memória. Ao longo do curso serão discutidas a importância das fontes orais na valorização da memória de grupos, capacitando os participantes na implementação de projetos de história e memória e na constituição de acervos de memória.

Este curso é resultado de uma parceria do Centro de Preservação Cultural (CPC) com o Grupo de Estudo e Pesquisa em História Oral e Memória (Gephom).

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100 anos de Yayá no Bixiga: Conjuntura pós-Primeira Guerra

100 anos de Yayá no Bixiga

No ano de 1920, quando Yayá se muda para a casa da Rua Major Diogo, completavam-se dois anos do fim da Primeira Guerra Mundial. O conflito possui reflexos diretos no Brasil, que vão de intervenção direta do país colocando-se contra a Alemanha, à tentativa de acelerar o processo de industrialização para suprir as demandas internas. Além disso, as exportações brasileiras, como o café, foram severamente afetadas. Os países europeus, sofrendo com os gastos da guerra, param de comprá-las, o que ocasiona o acúmulo de toneladas da produção — que são descartadas. Esse cenário de desgaste e crise levam ao tensionamento cada vez mais latente das classes populares, que sofriam na pele as consequências da crise da guerra e do pós-guerra. É nesse cenário que, por exemplo, vemos crescer a greve de 1917.

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Nota pública sobre o Conpresp

Nota pública sobre o Conpresp

O Centro de Preservação Cultural recebe com preocupação e manifesta seu repúdio às notícias de possíveis rupturas institucionais no funcionamento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Tomamos conhecimento da destituição da atual presidência do Conselho por meio de uma manobra legal questionada por organizações diversas da sociedade civil preocupadas com a salvaguarda do patrimônio cultural. A recente movimentação atípica por parte da Prefeitura do Município de São Paulo que levara à destituição da Presidenta, Vice-Presidente e à substituição de mais da metade dos conselheiros não parece condizer com o melhor interesse público. O CPC se soma aos vários grupos e indivíduos que não só vêm denunciando tais manobras como também manifestam o desejo de ampliar a participação popular nas decisões do conselho, agregando a ele a presença de mais forças representativas dos grupos formadores da sociedade paulistana.

100 anos de Yayá no Bixiga: 1920 e a inauguração da Penitenciária do Estado

No mesmo ano em que Yayá se instalava na sua nova residência à Rua Major Diogo, também era inaugurada na cidade de São Paulo a Penitenciária do Estado, na zona norte, no bairro de Santana. O projeto foi idealizado no governo de Albuquerque Lins, levando 9 anos para sua conclusão e envolvendo um investimento considerado de alto valor para época. A construção fora  executada pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, sendo considerado um projeto moderno e modelo. Sua inauguração foi acompanhada por autoridades, políticos e estudantes, ganhando destaque a visita ilustre do antropólogo  Claude Lévi-Strauss e do escritor austríaco exilado no Brasil, Stefan Zweig, que se referiu a Penitenciária em um de seus livros, destacando a higiene e limpeza exemplares.

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100 anos de Yayá no Bixiga: A greve de 1917

O final da década de 1910 foi agitado na São Paulo de Dona Yayá. A cidade passava por uma crescente industrialização, transformando-se em um polo aglutinador de trabalhadores fabris. Jornadas de trabalho elevadas, salários rebaixados, alto custo do aluguel e o emprego de crianças foram fatores que geraram demandas por parte dos trabalhadores por melhores condições gerais de trabalho e vida. Com a crise gerada pelas consequências diretas da 1a Grande Guerra, iniciada no continente europeu em 1914, houve um estopim dessa incipiente organização dos trabalhadores em 1917, que resultou em uma grande greve geral que se irradiou para várias cidades e deixou importantes legados para os anos seguintes.

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USP Analisa: Remoção de monumentos

USP Analisa: Remoção de monumentos

A derrubada do monumento dedicado ao traficante de escravizados Edward Colston na cidade de Bristol, no Reino Unido, ocorrida em junho de 2020, bem como outras manifestações recentes desencadeadas pelo movimento Black Lives Matter (“Vidas Negras Importam”) trouxeram novamente a público a discussão sobre a disputa pela construção e consolidação de memórias e narrativas no espaço público.

Para dar continuidade e aprofundar esse debate o programa USP Analisa, da Rádio USP FM de Ribeirão Preto, promove uma série especial de quatro programas em uma parceria do Instituto de Estudos Avançados Polo de Ribeirão Preto com o Centro de Preservação Cultural da USP.

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100 anos de Yayá no Bixiga: as transformações da moda

De família abastada, Yayá se vestia de acordo com sua classe social, porém de modo simples, preferia cores escuras, colares discretos, sem muito adereço, embora estudos de moda identificarem o fim do séc. XIX e início do séc. XX como sendo época de ostentação e extravagância, como relatam Caleiro e Gusmão (2012). Há registro de um vestido que Yayá mandou confeccionar na “La Saison”, comércio de Henrique Bamberg na Rua São Bento, n° 51, endereço este que fazia parte do famoso triângulo paulista formado também pelas ruas XV de Novembro e Direita, onde as principais lojas estavam localizadas. Contudo, Yayá também mandou confeccionar vestidos em uma profissional situada na Rua 7 de Abril, n° 10, na própria rua onde morava. (RODRIGUES, 2017; p.81,82).

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100 anos de Yayá no Bixiga: cem anos atrás na política brasileira

Em dezembro de 1918, por volta dos 32 anos, Dona Yayá passou a apresentar os primeiros sintomas mais severos de sua condição mental. Na ocasião, ela chegou a escrever um testamento à lápis, pois achava que iria morrer. Dona Yayá havia voltado de uma viagem à Europa há poucos anos, nos quais ela demonstrou preocupação com a I Guerra Mundial. Em janeiro de 1919, após uma segunda crise, Dona Yayá foi internada no Instituto Homem de Mello.

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