100 anos de Yayá no Bixiga: cem anos atrás na política brasileira

Em dezembro de 1918, por volta dos 32 anos, Dona Yayá passou a apresentar os primeiros sintomas mais severos de sua condição mental. Na ocasião, ela chegou a escrever um testamento à lápis, pois achava que iria morrer. Dona Yayá havia voltado de uma viagem à Europa há poucos anos, nos quais ela demonstrou preocupação com a I Guerra Mundial. Em janeiro de 1919, após uma segunda crise, Dona Yayá foi internada no Instituto Homem de Mello.

Ao mesmo tempo, aconteciam as eleições de 1918, ainda muito influenciadas por coronéis e pela política do café com leite, na qual foi eleito Rodrigues Alves, que já havia sido presidente entre 1902 e 1906. O presidente eleito, no entanto, não pode assumir, pois, de acordo com jornais da época, poderia estar infectado pela gripe espanhola, doença que se alastrou pelo mundo todo a partir de 1918. Sendo assim, o vice-presidente, Delfim Moreira, teve de assumir o cargo em 15 de novembro de 1918. Nesse mesmo período, o mundo presenciava o fim da I Guerra Mundial.

Rodrigues Alves faleceu em 16 de janeiro de 1919. De acordo com a Constituição vigente, se o presidente não completasse dois anos de mandato, deveriam ser realizadas novas eleições. E assim aconteceu. Dessa vez, o eleito foi Epitácio Pessoa, que assumiu a posse em 17 de julho de 1919, após voltar de uma viagem da Europa, onde presenciava a Conferência de Paz de Versalhes. Entre as medidas tomadas por esse presidente, está o Programa de Combate à Seca do Nordeste, lançado em dezembro do mesmo ano.

100 anos de Yayá no Bixiga

Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá, foi morar na casa da Rua Major Diogo, em início de agosto de 1920, por recomendação médica e permaneceu vivendo ali por 41 anos, até a sua morte em 1961. Para lembrar os 100 anos da chegada de Yayá ao Bexiga, o setor educativo do Centro de Preservação Cultural (CPC–USP) preparou uma série de textos que abordam esse momento da vida de Yayá e o contexto histórico de São Paulo e do país. Acompanhe!