100 anos de Yayá no Bixiga: o eclipse solar de 1919

Em meados de maio de 1919, Dona Yayá deu entrada no Hospital Instituto Paulista, sendo internada depois de uma crise nervosa, em que ela apresentou sintomas que alternavam estados de agitação brusca e violenta e depressão. Por sua origem e posição social como mulher rica e de família tradicional da elite paulistana, a doença de Yayá tornou-se assunto de alguns jornais da época.

Nesse mesmo ano, outro fato ganhou destaque nos noticiários brasileiros: o eclipse solar total no dia 29 de maio e a expectativa de comprovação de Teoria da Relatividade Geral proposta por Einstein em 1915. O minucioso relatório de Henrique Morize, astrônomo que chefiou a  equipe brasileira do Observatório Nacional,  atraíra expedições internacionais e com elas a atenção do mundo para a cidade de Sobral (Ceará) onde o eclipse teria a excepcional duração de cinco minutos.  A cuidadosa preparação que envolveu não apenas equipamentos, mas também a colaboração de cientistas, políticos e a própria população de Sobral, foi recompensada com excelentes resultados, como as chapas fotográficas em que se pôde observar o desvio da posição de estrelas na borda do contorno do sol. O acontecimento marcou essa cidade, onde foi instalado o Museu do Eclipse, em 1999, por ocasião dos 80 anos da observação do eclipse que comprovou a teoria de Einstein. Ampliado e adaptado para ser acessível, o museu foi reinaugurado em 2019, agora, para o centenário do evento.

100 anos de Yayá no Bixiga

Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá, foi morar na casa da Rua Major Diogo, em início de agosto de 1920, por recomendação médica e permaneceu vivendo ali por 41 anos, até a sua morte em 1961. Para lembrar os 100 anos da chegada de Yayá ao Bexiga, o setor educativo do Centro de Preservação Cultural (CPC–USP) preparou uma série de textos que abordam esse momento da vida de Yayá e o contexto histórico de São Paulo e do país. Acompanhe!